Já aparece o fundo do copo enquanto derrama alguns mililitros de porção etílica garganta abaixo. O fundo traz o reflexo dilacerado de um rosto cansado das mordidas do tempo que esse vício acelera no envelhecimento do que sobra. Reflexo em lente de aumento. Linhas do tempo ainda mais intensificadas e notórias que o desprazer do impacto evolui para outra rodada. Moléculas sintetizadas sobre cana-de-açúcar destilada, em reação quimica com esse aglomerado de células, bactérias e fungos, formando a brasa quente, incendiada pelo oxigênio respirado de maneira profunda e cansada. Põe fogo em todas as vias do corpo, incinerando neurônios cujos impulsos não enxergam o outro lado da sinapse, e mergulham sob total desconhecimento e vazão contínua. Vazão esta que a urina se encarrega de empurrar esgoto abaixo. O mesmo lugar onde você pode estar algum tempo mais adiante mergulhado até o ultimo fio de cabelo, regado pelos mesmos colegas que antes dividiam espaço com seus cotovelos nas mesmas mesas grudentas dos botequins da sua vida.