O aperto inicial da ponta da caneta, revela a força desproporcional evidenciada nas primeiras letras dispostas. O papel mostra um vale e um excesso de tinta subordinada a esta. Rio e vale sob palavras distribuídas em terreno fértil para o despejar de emoções promovidas pelas mais diversas provocações da alma humana. A mão que força o instrumento que relata, pode ser a mesma que sustenta a arma que exaure. Ou essa força pode ser apenas a gravidade do cansaço dos dias sobre mãos torturadas pela expressão de suas verdades. Mas, o que pensar sobre um texto que não termina? Uma confissão não assinada ou um grito sufocado? A única certeza é que a última letra fora tão forçosa quanto às primeiras, que foram as últimas consumidas pelo fogo na fogueira do esquecimento.