Vivo os dias peregrinando entre as possibilidades de que a sorte reverta-me o favor. Trabalho nas hipóteses de que qualquer momento que me direcione ao fim de meus dias, traga-me você para o início de nossa história. Procuro não escrevê-la. Vivencio os detalhes e me entrego às aventuras de teu corpo, emulando as façanhas providenciais de tua alma. No teu colo, vejo o refúgio para meu prazer doravante solitário. Na tua alma, sinto a emoção materializada de um amor cujo conhecimento é limitado pela distância de nossos lábios.